Conhece-te e Cura-te a ti mesmo!

"Ó Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo"

“Conhece-te e Cura-te a ti mesmo” é o princípio que busca o equilíbrio dos campos de energia humana e de sua integração com a totalidade.

Ao se visitar o Templo oferecido ao deus Apolo em Delfos, pode-se ler no portal de entrada do pátio a máxima “Conhece-te a ti mesmo”. Ainda no oráculo de Delfos também se pode ler a inscrição, atribuída aos Sete Sábios (c.650 a. C. – 550 a C.): “Ó Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo”.

Cerca de 2500 anos mais tarde, na década dos anos trinta, um médico inglês, Dr. Bach, o pai da Terapia Floral, considerou em seu trabalho e filosofia de vida a importância dos dizeres “Cura-te a ti mesmo”. Com isso queria nos atentar para fato de que a cura total só pode acontecer quando vem de dentro da pessoa, do mais profundo de sua alma, sem o que, o médico ou terapeuta pouco pode fazer. Considerava que através das qualidades do amor, qualquer pessoa seria capaz de curar-se a si mesma. Neste sentido devemos entender o “Cura-te a ti mesmo” como uma escolha na qual a pessoa deixa de ser um simples paciente para se tornar um coadjuvante de seu próprio processo evolutivo.

Dr. Bach dirigindo-se á classe médica alertava-a para o fato de que não se deve focar na doença, mas no doente. “Quando o paciente adentrar a sua sala, preocupe-se mais com quem esta entrando do que com a doença que ele traz”. E ia ainda mais longe, para os seus pacientes dizia, “Agradeçam as suas doenças, pois elas te contam quem é você”.

Na minha jornada pessoal de autoconhecimento compreendi que é na união destes aforismos onde se pode encontrar a cura verdadeira e a partir deste entendimento venho tentando despertar isso nas pessoas que vem até mim em busca de ajuda. Considero que somente se conhecendo profundamente, pode-se atingir a capacidade de transformação e de crescimento interior, condições inerentes aos processos de cura.

Por esta razão, busco a cada passo que dou em meus procedimentos de naturologia, o despertar e a participação direta dos meus pacientes, de forma consciente e assumida. Jamais um paciente sairá de meu consultório com uma fórmula de florais que ele não tenha conscientemente participado da escolha das essências.

Muito embora eu me sinta plenamente segura a cerca da minha atuação profissional, baseada nos anos de experiência e de aprendizado da Terapia Floral, por exemplo; considero que é direito da pessoa que esta sentada á minha frente decidir se concorda e se quer ou não mexer com tais aspectos de seu campo emocional. Às vezes não é o momento para isso, há que se estar preparada para tanto e ninguém melhor que o próprio paciente para decidir se a hora é agora.  Neste contexto, a mim cabe acolher e escutar com atenção o que o meu paciente me diz, ser capaz de escutar o que esta por traz das palavras que ele verbaliza e traduzir a linguagem das flores para que ele possa perceber os benefícios da atuação de cada uma delas em seu momento atual.

Assim, juntos, eu e paciente vamos compondo as fórmulas florais mais apropriadas ás suas necessidades de cada momento, numa relação de absoluto respeito, cristalinidade e conivência vamos nos tornando cumplices de seu processo evolutivo.

Lembrando que o meu trabalho não se restringe á aplicação da Terapia Floral, à medida que esta sequência contínua de fatos vai se desenrolando, o cerco vai se apertando. Por meio da aplicação de diversas dinâmicas da Psicologia Transpessoal, dos caminhos da Arte Terapia, e da busca do equilíbrio pela harmonização do campo energético e vibracional vai ocorrendo o despertar e a ampliação da consciência.